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BARRAGEM DE INGAZEIRA: UMA QUESTÃO SOCIAL – PARTE 1


A reportagem investigativa do blog PAJEU EM FOCO, esteve hoje com a sua equipe jornalística, na Barragem de Ingazeira, na divisa dos municípios de Tabira, Ingazeira, São José do Egito e Tuparetama, com o objetivo de fazer o levantamento do impacto social e ambiental, causados pelo represamento das águas do Rio Pajeú, nas proximidades do município de Ingazeira-PE, com um volume superior a 48 milhões de metros cúbicos de água, sendo o acumulado superior em três vezes, a Barragem de Brotas, no município de Afogados da Ingazeira-PE.

Na oportunidade, podemos conversar com várias lideranças comunitárias, pequenos agricultores, cujas terras foram submersas pelas águas represadas, a presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Sítio Cachoeirinha e do sítio Várzea dos Cordeiros, o presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural de Tabira-PE e o Padre de Ingazeira, reverendo Luizinho Marques, neste conjunto de três reportagens, que passaremos a publicar a partir de hoje, tendo uma cobertura especial da Audiência Pública na Câmara Municipal de Vereadores de Tabira-PE, que será realizada no dia 25/04/2019, próxima quinta feira, as 09:00 horas, na Câmara Municipal de Vereadores de Tabira-PE, com a participação do Ministério Público de Pernambuco, representantes do DNOCS, responsáveis pela construção da barragem, relocação dos moradores, indenizações da comunidade ribeirinha, abertura das estradas para os moradores ilhados, entre outros, como também, prefeitos e vereadores das áreas atingidas, lideranças comunitárias, o Presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural de Tabira, STR’S, entre outros.

Queremos reforçar, que a construção dessa barragem de grande envergadura para a região do Sertão do Pajeú, tem como objetivo maior..

1) – Armazenamento de água para abastecimento da população dos municípios em torno da barragem;

2) – Irrigação de um perímetro de 800 hectares de terras para os micro e pequenos produtores rurais das áreas atingidas pelos volumes de águas da barragem;

3) – Criatório de peixes para o abastecimento da comunidade ribeirinha e cidades circunvizinhas.

O impacto social e ambiental da obra de construção dessa barragem, é incalculável, visto que,  expulsou a comunidade que vivia em torno do Rio Pajeú, alagando inicialmente grande extensões de terras, com uma formação geológica de várzeas e vazantes, com um terreno aluvião, com rico material orgânico formado pelo depósito de segmentos trazidos pelas águas das enchentes do rio,  por centenas de anos, de grande valor agrícola e hídrico para os agricultores que vivem no entorno do rio.

O seu José Fausto, morador antigo do sítio Várzea dos Cordeiros, que participou da maioria das expedições do DNOCS , para a demarcação do território e as primeiras fundações durantes longos anos, sem a obra sair do papel, fala em primeira mão para o Blog PAJEU EM FOCO e relata o sofrimento e as dificuldades da comunidade atingida pela barragem.

 

 

 

 

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